Azufre rojo 2019, n. 6

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    Figura de aparição. Ibn ʿArabī e(m) Llansol
    (Universidad de Murcia, Servicio de Publicaciones., 2019) Barrento, João
    O professor João Barrento, coordenador do Espaço Llansol, aborda alguns aspectos fundamentais da presença de Ibn ʿArabī em Maria Gabriela Llansol, que emergem no contexto da obra da autora portuguesa.
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    Nota editorial
    (Universidad de Murcia, Editum, 2019) Boscaglia, Fabrizio
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    Mundo imaginal, espaço edénico e metamorfose em Ibn ʿArabī e Maria Gabriela Llansol
    (Universidad de Murcia, Servicio de Publicaciones., 2019) Borges, Paulo
    Procuramos apresentar as noções de «mundo imaginal» e «espaço edénico» no filósofo e místico murciano e na escritora portuguesa e mostrar as suas relações como via para compreender a experiência da metamorfose da vida enquanto alternativa ao princípio de identidade prevalecente na tradição filosófica ocidental.
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    Notas para uma geometria da inocência em Maria Gabriela Llansol
    (Universidad de Murcia, Servicio de Publicaciones., 2019) Russo, Cinzia
    O artigo aborda o tema da polissemia do «toque» na obra de Maria Gabriela Llansol e do grande poder criador que possui essa acção. O «toque» inocente abre caminho para um outro espaço originário e imaginante de jogo e de conhecimento. Abre a “porta” a que a autora chama o «mútuo», um lugar de encontro e de conversa amorosa, onde o amor nos espera a sós. Qualquer ser que passe por aquela «porta», sabe que tem uma possibilidade de crescimento segundo a sua própria lei. Ninguém pode renunciar a sua própria lei de crescimento, sob pena de morrer: essa é a sua maneira de viver nesse espaço. O encontro com o «mútuo» «proporciona» a cada ser a possibilidade de seguir o seu fim específico. Viver assim significa ter uma magnífica capacidade de conhecer e uma extraordinária apetência de conhecimento. «Nesse espaço, viver é ir à procura do conhecer». Procuremos viver. Vamos viver no querer conhecer.
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    Notas sobre o amor em Maria Gabriela Llansol e em Marcia Milhazes
    (Universidad de Murcia, Servicio de Publicaciones., 2019) Rosa, Luiza
    A vinculação entre o assombro provocado pelas obras de Marcia Milhazes, e o assombro provocado pela escrita de Maria Gabriela Llansol, dá forma a um enigma que não tem que ver apenas com acaso de terem sido vivenciados por mim, em dado momento da minha vida. Com efeito, considero que este assombro, tão inerente à dimensão do íntimo nas duas autoras, e pelo qual se manifesta ainda o referido caráter enigmático das duas obras, é provocado em ambas por aquilo que podemos nomear de espelhamento entre a paisagem íntima e a paisagem ao redor, sendo o espelhamento ruidoso, contíguo com paisagens solares cariocas – Brasil – em Milhazes, e o espelhamento silencioso em contiguidade com paisagens belgas, em Llansol. Sem pretenção de desenvolver aqui uma análise comparativa entre as duas autoras, quero apenas sugerir a maneira como este espelhamento se dá, a meu ver, em ambas, nomeadamente no romance-diário Finita da escritora portuguesa Llansol, em que ecoa a mística do amor de Ibn ʿArabī, e no espetáculo de dança Guarde-me, de Marcia Milhazes, no qual a diretora brasileira diz escrever cartas de amor.